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Propriedades sintácticas e semânticas de predicados verbais polissémicos: o caso dos verbos psicológicos
Projecto para a dissertação de Doutoramento de Amália Mendes
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Orientadores da Dissertação:
Maria Antónia Coelho da Mota
Dominique Willems
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Instituições Nacionais e Estrangeiras Implicadas no Projecto:
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde está inscrita a tese.
Universidade de Gent, Bélgica, universidade da co-orientadora da tese,
Prof.ª Dominique Willems
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Financiamento:
sem financiamento externo específico
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Estado do Projecto:
concluído
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Resumo:
Nesta dissertação, apresentamos um estudo da polissemia dos verbos portugueses com sentido psicológico, com base nos dados de um corpus de língua portuguesa. Os verbos psicológicos têm sido geralmente analisados no quadro da sintaxe generativa pelas suas propriedades sintácticas específicas e têm, consequentemente, recebido uma estrutura sintáctica não prototípica, que implica um tratamento homonímico da sua pluralidade de sentidos. Na sequência dos comentários de Ruwet (1972) relativamente à relação existente entre os sentidos dos verbos desta classe, extraímos e analisámos concordâncias e combinatórias dos verbos psicológicos de um corpus escrito de 11 M de palavras.
A análise dos dados do corpus relativos aos verbos intrinsecamente psicológicos permite-nos obter um "grupo de controlo" e identificar as propriedades prototípicas dos verbos psicológicos a nível sintáctico, semântico e aspectual. Um estudo sintáctico da pluralidade de sentidos dos verbos psicológicos mostra que as propriedades do sentido de base exercem, de facto, influência sobre as propriedades sintácticas do sentido psicológico: uma interpretação preferencialmente agentiva do sujeito e a ausência da alternância anticausativa são factores determinantes para a impossibilidade de ocorrência da construção anticausativa com o sentido psicológico (bem como o uso menos frequente do sentido psicológico).
Um estudo da pluralidade de sentidos identifica ainda processos analógicos e conceptuais, que confirmam a existência de regularidades na extensão para o sentido psicológico. Estabelece-se, assim, a existência de relação, sintáctica e semântica, entre os sentidos de um grupo de verbos desta classe, que refutam tratamentos de tipo homonímico. Estas regularidades são expressas em termos de uma regra lexical, com especificação das unidades de sentido que possibilitam a extensão semântica, dos sentidos resultantes da regra lexical e das limitações sintácticas impostas pelo sentido de base.
Os dados apontam para outros tipos de pluralidade de sentidos, como a alossemia, aub-especificação e, ainda, extensões semânticas não predizíveis, e fornecem informações importantes sobre a função do contexto e consequentes desenvolvimentos para a desambiguação semântica.
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Publicações:
Mendes, A (no prelo), Propriedades Sintácticas e Semânticas de Predicados Verbais com Pluralidade de Sentidos: o caso dos verbos psicológicos, Dissertação de Doutoramento, Fundação Calouste Gulbenkian/FCT.
Mendes, A. (no prelo),“A expressão da emoção em predicados verbais do português: uma análise sintáctico-semântica com base num corpus” in Análise contrastiva de variedades do português: primeiros estudos, Rio de Janeiro, UFRJ, Faculdade Letras.
Mendes, A. (2002), "Uma análise dos verbos psicológicos com base nos dados de um corpus: regularidade, variação e polissemia verbal" em DUARTE, I. M. et al. (org.) Encontro comemorativo dos 25 anos do Centro de Linguística da Universidade do Porto, Porto, 22-24 de Novembro de 2001, vol. 1, Porto, Centro de Linguística da Universidade do Porto, pp. 21-34.
Mendes, A. (2000), "Os papéis semânticos Causador e Experienciador nos sintagmas nominais com adjectivos psicológicos" em GÄRTNER, E., HUNDT, C. e SCHÖNBERGER, A. (eds) Estudos de Gramática portuguesa, vol. III, Frankfurt am Main, TFM, pp. 171-186.
Mendes, A. (1999), "Analyse aspectuelle et structure lexico-conceptuelle des verbes psychologiques", Transitivité et langues romanes, de l'objet direct à l'objet indirect, VERBUM, Tome XXI, nº1, pp. 25-36.
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