O projecto de atlas nacional foi iniciado em 1970 por uma equipa, dirigida por Luís F. Lindley Cintra, que se encarregou, nos quatro primeiros anos, da elaboração do Questionário Linguístico cuja aplicação guiaria a recolha de dados para o ALEPG.
Trata-se de um questionário essencialmente lexical, de base onomasiológica.
O questionário inicialmente aplicado contém cerca de 3.500 perguntas, mas veio a ser reduzido para cerca de 2.000, por forma a acelerar a sua aplicação e viabilizar a prossecução do projecto.
O actual questionário reduzido incide principalmente sobre o léxico ligado às tecnologias tradicionais, à agricultura e à agro-pecuária.
A rede de inquéritos deste atlas é constituída por um total de 212 pontos distribuídos da seguinte forma: 176 em território continental, 17 no arquipélago dos Açores, 7 no arquipélago da Madeira e 12 em território espanhol (zonas fronteiriças).
Os inquéritos foram realizados a partir de 1974, tendo o questionário integral sido aplicado em 70 localidades e o reduzido em 138. Dos inquéritos realizados nestas 138 localidades, 83 foram efectuados no âmbito do Programa Lusitânia JNICT / Instituto Camões: Projecto: Corpus para um Atlas Linguístico de Portugal (PLUS/C/LIN/800/93); as recolhas anteriores foram financiadas pelo Instituto de Alta Cultura (IAC) e pelo Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC).